• Londrina Metropolitana

O “Ser” sustentável, o ponto zero

Atualizado: 26 de jul. de 2021





































Bom dia, boa tarde ou boa noite, minha saudação a você que está na busca, aquela que vem

de dentro de você! Não importa muito o horário que você está lendo isso, é a busca que te trouxe a ler esse blog e acabou caindo aqui para saber da minha trajetória! Eu tenho a perspectiva que quase“magicamente”, mesmo sendo no virtual, nossas vidas se cruzaram.


Afinal, como podemos transformar as nossas vidas? Os nossos hábitos. Como que minha caminhada ficou alinhada ao que desejei de fato realizar? Como eu me sinto satisfeita com o que tenho feito? Perguntas, pensamentos, sentimentos que me fizeram me mexer, procurar, colocar ar e sair do lugar que eu estava e sigo, nessa constante.

E para onde estamos indo enquanto humanidade? Para onde eu estou indo enquanto indivíduo? São reflexões que me acompanham!


Eu costumo dizer que quem sabe para onde vai, não tem pressa!

E vê, essa sabedoria é recente dentro de mim, não digo isso para parecer superior, mas sim para elevar a percepção dos fragmentos que a nossa vida tem, de todas as instâncias que nos são importantes. Eu me sinto confortável, em dizer que o companheiro diário chamado tempo, eu aprendi a amá-lo e entende-lo. Afinal existem coisas que só ele pode trazer.

Se por um acaso, tomei a decisão de cuidar mais da minha saúde. Me comprometi, mas de fato, quais passos eu dei? Não consigo manter as decisões que tomei? De onde tirar forças para recomeçar quantas vezes for necessário?





Essas reflexões, eu carrego comigo todos os dias, elas estão comigo, fazem parte de mim, do que eu sou, do que fui construindo ao longo do tempo.


E quando desanimo, como eu faço? Recorro a minha rede de apoio, meus amigos, minha família, pessoas que já estão fazendo as coisas que faço, ou as que eu gostaria de fazer e já estão estabelecidas. Eu mando mensagem, pergunto delas, procuro saber. E se o que eu quero fazer não existir perto da minha realidade? Ou ainda não existem movimentos com essa ênfase? Eu falo com as pessoas sobre as minhas ideias, pergunto a opiniões delas. Avalio meus avanços, sempre vou olhar de novo, começar de novo. E criar.

Tudo isso, é um processo, e só inicia, no ponto zero. Porque afinal, qual o ponto zero quando começamos a caminhar em direção a nós mesmos? Ao pensar sobre o que queremos, concluo que sempre temos algo, o zero não é vazio, ou nada. É possível fazer o melhor, com o que se tem. Avaliando e estudando sempre e principalmente não parar de se mover!


Enfim...a conversa aqui é sobre a minha caminhada até o momento, o que eu coloquei a princípio foi para falar um pouco sobre o que me move. Agora o que eu quero também é enfatizar as experiências adquiridas, as reflexões realizadas nesses últimos três anos do trabalho com a permacultura, produção de alimentos, bambu e bio construção.


Eu nasci e fui criada, em Maringá – PR, cidade jovem e moderna com uma diversidade de pioneiros: ingleses, poloneses, libaneses, portugueses, japoneses, italianos etc, que se estabeleceram com suas famílias, vivendo suas vidas em um novo lugar, fugidos da segunda guerra mundial. Incrível que ao me observar enquanto o “ser” pioneira faz parte de onde eu vim e também das coisas que tenho feito na vida, especialmente de 2015 para cá.


Eu, Thaise, com 36 anos, me intitulo permacultora, por me identificar com a sistematização e fluidez que ela me traz, duas qualidades que eu acho surpreendentes de lidar, moldar e criar. Entendi a quão importante é me aprofundar nesses estudos enquanto educadora, promovendo o desenvolvimento das minhas habilidades em práticas que me garantem soberania alimentar, vida digna e fonte de renda, me permitindo criar e ser livre. E por isso eu comecei a modificar a minha vida e vivê-la!.


Porém, quando aprendemos e somos incentivamos sobre isso em nossa vida e formação? Como nos foi ensinado a inserir essas reflexões e práticas na rotina das vidas e em nossas casas? Desde a simplesmente compostagem e responsabilidade com o próprio lixo, até nosso planejamento familiar. Ao meu ver é preciso compreender nossas potencialidades e aptidões fazendo, reconhecendo o que é natural para nós e em nosso entorno, o que nos é saudável alinhado a nossa realidade e no momento atual que vivemos. Como pensar e agir em relação a regeneração do planeta, das relações humanas e meu fazer diário? Ufa....

Desde 2018 que venho investindo energia na prática de habilidades diversas, aprendi a ter alta capacidade de adaptação, execução e segurança nessas áreas que resolvi me dedicar: produção de alimentos, moradia e educação.


Em todo caso, diante essa caminhada de 14 anos estudando o desenvolvimento humano, as práticas simples, repetitivas e bem cuidadas que nos garantem soberania alimentar, vida digna para todos.


Que nos garantem abundância, permitindo criar e ser livre.

Foi assim que me tornei formadora das minhas habilidades, que me tornei aluna de mim. Sabendo para onde queria ir, não preciso de pressa. (Sim eu digo e repito muito isso!)

Com três anos de transição de vida em curso, me considero uma boa navegadora, uma sobrevivente. Por não ter voltado a trás em nenhum momento. Como diz um grande amigo, grande incentivador do meu caminhar: “ para trás nem para pegar impulso”.

Considero que os meios educacionais são: a TERRA e a criação de tudo, escolho promover por gestos, a minha vida prática do que é ser permacultora. Como premissa, nunca deixar de estudar.

A oportunidade de estar plenamente encorajada, feliz em meio a mãe terra, como um caminho possível. Começando por dentro, por onde estiver.

Esse ambiente permite que as fontes de renda, vida digna e exercícios de relações entre as pessoas estejam presentes.


Atualmente moro em Maringá – PR e tenho um projeto prático em andamento que visa integrar pessoas que queiram transformar suas vidas, seus hábitos e seu ambiente na cidade! Ele vai começa do zero e estuda na prática, coletivamente e online as adequações e suas etapas.


BREVE CURRÍCULO

• Professora Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá

• Mestre em Ensino de Ciências

• Permacultora formada pelo Instituto Pindorama em Julho de 2018

• Polinizadora da Permacultura Urbana na Cidade de Maringá PR

• Focada em aproveitamento de recursos naturais, horta urbana e geração de renda estimulando mercado de trabalho sustentável

• Estudante do Curso Técnico em Edificações


@thaisepermaeducaparana

https://www.facebook.com/thaise.roth/

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