• JOCASTA J SOUZA

POR QUE FALAR SOBRE PERMACULTURA?



Parte II


NOSSO CORPO E O FAZER


Na minha vida toda eu percebi afinidade e distanciamento dos trabalhos

manuais, a arte em si, iam e vinham no meu viver.

Lembro que aprendi ponto cruz quando tinha 11 anos, escrevi muito nomes

com aqueles X todos maravilhosos, copiei muito das revistinhas.

Adorava muito tentar fazer algo por criação própria e raramente conseguia.

Interessante como a memória atua na gente. Lembro das aulas de educação

artística na escola, dobraduras papéis, cores mandalas! Poxa as mandalas! Eu

lembro e a alegria de fazê-las saltam meu coração instantemente agora, igual

naqueles momentos de tantos anos que vivi. Eu dobrava o papel, fazia o risco

com o lápis, dobrava e a marca copiada, replicando copiando.

Tricô que teimei de aprender, acabei me juntando a um grupo da cidade

quando tinha 19 anos e até hoje esse grupo existe e segue ensinando para a

pessoas por aqui.

Hoje meus desafios minuciosos dos dedos são o crochê e flauta doce, desde

2016, 2017. Sigo me aperfeiçoando, vira e mexe eu produzo algo para mim

desde cordinha para pendurar os óculos de sol no pescoço, gorro para o

inverno, e até capa de garrafinha de água para carregar para lá e para cá.


Confecção de um gorro de inverno


Fonte: fotográfo Ailton Espada



Tenho também meus desafios maiores, esses que fato me edificam, é na produção de alimentos, bioconstrução e bambuaria. Gosto de fazer brinquedos enormes de bambu, divertidos e alegria garantida do pessoal, que se arrisca timidamente, mas brinca.


Oficina de bamburia Jardim alecrim Teresópolis


Fonte: arquivos pessoais


Afofar a terra com o enxadão, exauri sim as forças do corpo, tirar uma muda de banana, carregar carinho de mão com as ferramentas para lá e para cá. Cavadeira boca de lobo, fazer buraco, plantar a muda. É, virar tatu humano, de fato me trazem muita vitalidade.


Preparo da terra para o plantio


Fonte: arquivos pessoais



No final disso tudo eu sinto, o que são os meus membros, as minhas mãos e os meus pés, eles que me instigam. Parecem que me questionam: para onde vamos agora?


Eles se lembram, de como eu fazia tricô, mesmo depois de ficar 10 anos sem encostar em uma agulha.


E até as amarrações com o bambu que tenho estudado recentemente, tem uma coisa que mora ali, nos músculos. E num passe de mágica parecem que eles sabem o que devem ser feito; Também pela minha persistência, pela repetição, pela imitação e sim pela memória. E eu fico ali, vendo que tudo aquilo e que sou eu também.



Foto esteira de bambu para pergolado


Fonte: arquivos pessoais


Eu fico refletindo, se tenho ou não o controle do que essa conexão mente e corpo intuitiva e viva, e o que o somos capazes de realizar de fato.


Nos distanciamos dessa relação, e de como ela de constrói e edifica tudo que temos ao nosso redor, com os materiais naturais que temos. Essa distância vem pela educação que recebemos mesmo.


Vejo que temos controle sim! Porque a nossa mente é que comanda, é com ela que temos que trabalhar no sentido mais íntimo, sensível e essencial.


O que queremos fazer de fato conosco daqui para frente? Com nossos corpos e a nossa energia depositada em vida?


Que ação no mundo você é capaz de realizar? E que de fato você sente capaz de realizar?


No meu caso particular, vaguei pelo trabalho excessivamente mental. Adoeci duas vezes, e continuei procurando o que me alimentava para me curar.


E hoje eu sei, exatamente o que é que eu tenho que fazer.


Quer saber mais?


Iniciei uma série no Instagram que fala sobre como #todospodemaprender, agricultura, bioconstrução, bambuaria e permacultura trabalho e sustentabilidade nas cidades


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Não perde a próxima postagem, a parte III e final

Te espero por aqui!


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